O Ecodopplercardiograma, exame complexo que se utiliza de um aparelho de ultrassom para analisar o funcionamento e a condição das estruturas que compõem o coração, é amplamente utilizado na medicina veterinária não apenas por ser muito preciso em seu diagnóstico e permitir que o veterinário responsável avalie a dimensão e a função cardíaca do paciente, mas também por ser não-invasivo: o procedimento em si não costuma exigir grandes preparações, como jejuns de muitas horas ou a utilização de medicações específicas, e ainda permite que o paciente se mantenha acordado durante a sua execução. Dadas as suas especificações, este é um exame com baixo grau de estresse.

O Ecodopplercardiograma é indicado para casos de suspeita de doenças cardíacas, sejam elas congênitas (ou seja, quando o animal nasce com o problema), cardiomiopatias ou valvopatias. Além disso, é comum que os veterinários incluam este tipo de procedimento na avaliação pré-anestésica de animais cardiopatas ou que tenham mais de oito anos, que estão no aguardo de uma intervenção cirúrgica desta natureza.

O Ecodopplercardiograma é um exame de vital importância para o diagnóstico de doenças cardíacas e contribui para a melhora da qualidade de vida dos animais enfermos. (Foto: Dia. Prevenção Animal)

O Ecodopplercardiograma é um exame de vital importância para o diagnóstico de doenças cardíacas e contribui para a melhora da qualidade de vida dos animais enfermos. (Foto: Dia. Prevenção Animal)

Quando se deve utilizar o Ecodopplercardiograma?

Na medicina veterinária, as cardiopatias - ou doenças do coração - mais frequentemente diagnosticadas são a valvopatias, em especial a degeneração da valva mitral. Também chamada de doença valvar crônica degenerativa, degeneração mixomatosa ou endocardiose valvar, esta enfermidade acomete uma porcentagem bastante significativa de cães acima dos dez anos de idade e é especialmente preocupante por nem sempre oferecer sintomas muito visíveis. Quando em estágio avançado, ela pode causar dificuldades respiratórias, edema pulmonar, retenção de líquido no tórax ou no abdômen e tosse constante. Por meio de um diagnóstico preciso, os animais atingidos poderão receber o tratamento adequado e, assim, obter melhoras na qualidade de vida e na longevidade.

As cardiomiopatias que mais se fazem perceber por entre os casos clínicos são as dilatadas, que se caracterizam pela diminuição da contratilidade do ventrículo esquerdo do coração, e as cardiomiopatias hipertróficas, que ocorrem quando o músculo cardíaco engrossa de maneira anormal. As primeiras são mais comuns em cachorros de grande porte, enquanto as cardiomiopatias presentes no segundo caso são mais frequentes em gatos.

Existem inúmeras doenças cardíacas que podem ser confirmadas por meio do Ecodopplercardiograma. Dentre as doenças cardíacas congênitas mais comuns que podem ser visualizadas por este exame são:

❏          Persistência do Ducto Arterioso;

Este tipo de defeito cardíaco congênito é mais comum em cães. Gatos, embora raramente afetados, ainda podem ser atingidos por ele. De acordo com um estudo conduzido por especialistas do Laboratório de Cirurgia Cardiotorácica do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo, a Persistência do Ducto Arterioso (PDA) acomete principalmente as raças Maitês, Lulu da Pomerânia, Chihuahua, Pastor de Shetland, English Springer Spaniels, Keeshound, Bichon Frisé, Poodle e Yorkshire Terrier, especialmente as fêmeas.

A principal consequência desta enfermidade no coração dos animais afetados é a sobrecarga do ventrículo esquerdo. A PDA clássica causa, entre outras sintomas s, edema pulmonar.

❏          Estenose Aórtica;

A Estenose Aórtica (EA) é caracterizada pela obstrução parcial do fluxo de saída ventricular esquerdo. A forma mais comum da doença é a Estenose Subaórtica (ESA), que acomete diversos animais de porte grande, como Boxers, Rottweilers e Golden Retriviers. Entre os sintomas mais conhecidos da doença estão a intolerância ao exercício, a síncope e a morte súbita.

O prognóstico para animais afetados por esta doença congênita depende da gravidade da lesão.

❏          Estenose Pulmonar;

A Estenose Pulmonar (EP) caracteriza-se pela obstrução fixa ou dinâmica do trato de saída do ventrículo direito do coração. A maioria dos indivíduos enfermos não apresenta sinais clínicos, de forma que esta doença é frequentemente descoberta pela presença de um sopro e por investigação posterior (a qual, por sua vez, pode ser feita por meio do ecodopplercardiograma). Alguns cães afetados pela EP podem demonstrar intolerância a exercício, padrão respiratório ofegante, síncopes ou desmaios e até mesmo inchaço abdominal.

❏          Comunicação Interatrial e a Ventricular;

A comunicação interatrial (CIA) é um defeito entre os dois átrios do coração; a comunicação interventricular (CIV), por sua vez, é uma abertura entre os dois ventrículos. Nestes casos, ocorre a mistura de sangue do lado direito para o esquerdo (ou vice-versa), causando sobrecarga no coração e um fluxo anormal ao pulmão. Entre as consequências deste problema estão a arritmia, a hipertensão pulmonar e o aumento do tamanho do coração.

O tratamento normalmente é cirúrgico, mas os detalhes de cada intervenção dependem do diagnóstico - logo, do estado da doença e das particularidades de cada caso.

❏          Tetralogia de Fallot.

A Tetralogia de Fallot é composta por quatro defeitos anatômicos, sendo eles: obstrução da via de saída do ventrículo direito, a hipertrofia ventricular direita, o defeito septal interventricular e a dextroposição da aorta. Sua presença é frequente em cães, especialmente os pertencentes às raças Bulldog Inglês, Keeshond, Poodles, Fox Terrier, Collie, Pastor de Shetland e Schnauzer.

Dentre os principais sinais clínicos da doença estão: síncopes, retardo no crescimento, intolerância ao exercício, fraqueza, dispnéia e ansiedade. O tratamento varia de caso a caso.

Por não exigir sedação, jejum ou medicações fortes, o Ecodopplercardiograma não costuma causar estresse nos pacientes. (Foto: Dia. Prevenção Animal)

Por não exigir sedação, jejum ou medicações fortes, o Ecodopplercardiograma não costuma causar estresse nos pacientes. (Foto: Dia. Prevenção Animal)

 Para além de todas estas facilidades e possibilidades, o Ecodopplercardiograma também permite ao veterinário diagnosticar tumores no coração ou no pericárdio, além de fornecer meios para que outras causas de insuficiência cardíaca sejam descobertas. Este é, acima de tudo, um exame múltiplo e eficiente.

A Dia. Prevenção Animal é uma clínica especializada em exames de imagens e oferece, além do Ecodopplercardiograma, procedimentos referentes às áreas de endoscopia, cardiologia e radiologia.

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